Transcrevo abaixo um artigo de Moita Flores (do dia 5 no jornal "Correio da Manhã), professor universitário, escritor, criminalista, Presidente da Câmara Municipal de Santarém pelo PSD e apoiante de Manuela Ferreira Leite.
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"Manuel Pinho foi o motor da revolução eléctrica – decisiva para a diminuição do aquecimento global.
Conheci o ministro Manuel Pinho no início da semana passada. Fiz parte do grupo das primeiras vinte câmaras que assinaram com o Governo o protocolo de arranque da rede eléctrica de apoio aos novos automóveis, amigos do ambiente, que estão a chegar. Fez um discurso brilhante, integrado na apresentação dos primeiros modelos da viatura. Pelo que ouvi, e vi, revelado por construtores e técnicos, aquela segunda-feira foi o primeiro dia de uma nova Idade. A revolução que o Governo desenvolveu no âmbito das energias renováveis vai, a partir de 2011, ano em que vai começar a massificação do carro eléctrico, modificar por completo a mobilidade e a qualidade de vida das cidades. Ainda fiquei mais surpreendido por Portugal ser o país de vanguarda, a nível mundial, nesta área de protecção ambiental e não tenho a mínima dúvida que naquela segunda-feira o Governo e as câmaras ali representadas começaram a escrever a parte mais empolgante da nova história do século XXI: o início da caminhada decisiva para a diminuição do aquecimento global, da desertificação, da poluição e rejuvenescimento do planeta.
A comunicação social deu ao assunto menos importância do que à transferência de um jogador banal e muito menos do que à morte do Michael Jackson. Pouco importa. Naquela segunda-feira, no Pavilhão de Portugal, o Governo de Sócrates assinou a sua entrada para a História. E o motor dessa revolução eléctrica foi Manuel Pinho. Foi com emoção que o cumprimentei e agradeci.
Mal o conhecia e conheço. Apenas por leituras apressadas de historietas sobre o seu comportamento atípico. Cinco dias depois, respondendo a uma falsidade que lhe era imputada por um deputado comunista, lá tornou a ser atípico, e no calor da discussão enviou-lhe um par de cornos. Fez mal. Os cornos não se enviam daquela maneira. Não sei se a Assembleia da República celebrou o contributo de Portugal para este esforço mundial, que vai dos Estados Unidos à China, para a diminuição das emissões do dióxido de carbono. Mas celebrou com forte chiadeira o par de cornos. Está certo. Conclui-se que os nossos deputados sabem muito, e ofendem-se com razão, de cornos e encornanços e pouco lhes interessa a revolução ambiental que vai modificar o País. Um dia, quando a sensatez chegar, quando a nossa frota automóvel estiver pejada de carros eléctricos sem ruído e sem emitir gases tóxicos, saber-se-á que foi um senhor chamado Manuel Pinho, o grande propulsor da nova era. Despedido com justa causa porque enviou um par de cornos a uma criatura qualquer."
Francisco Moita Flores
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Manuel Pinho fez mal em fazer aquele gesto? Sim fez. Mas uma coisa é inegável, é um excelente técnico, um profissional competente e que se colocou ao serviço de Portugal fazendo o seu melhor, apostando na inovação e colocando Portugal na vanguarda em áreas que serão fundamentais no nosso futuro.
Infelizmente cedeu ao cansaço e à ratoeira comunista. Mas como referiu Moita Flores o tempo fará sua justiça.