
Andava há tempos para ver o filme e vi-o a semana passada.
É um filme que retrata e em que podemos observar um dos dias que marcou a história dos EUA. O dia em que foi assassinado Robert Kennedy, o último baluarte da esperança de uma nação.
Como dizia uma das personagens, um apoiante negro da comitiva da campanha, «morto Martin Luter King, Bob Kennedy é o último.»
Vivia-se uma época conturbada. Eram os tempos das lutas pelos direitos civis, da guerra do Vietname, do movimento hippie.
JFK, em 1961, trouxe esperança, uma nova forma de ver e fazer as coisas, a "nova Camelot" como lhe chamou. Tudo acabou em 1963 quando foi brutalmente assassinado.
Bob Kennedy tentou dar seguimento ao sonho do irmão, mas acabou também ele por ser assassinado.
Quem os mandou matar? Foi uma conspiração? Perguntas que ainda hoje permanecem no ar. Mas uma coisa é certa, o mundo hoje poderia ser diferente, os acontecimentos poderiam ter tido outro rumo, os EUA poderiam realmente ser uma terra sem opressão racial, de igualdade.
Confesso que fiquei admirado quando há dias o candidato democrata às presidenciais, Barack Obama, ganhou as primárias no Mississipi, um Estado do sul, tradicionalmente segregacionista, terra do KKK (cenário bem retratado no excelente filme "Mississipi em Chamas").
Poderá ser um sinal de mudança e maior será se pela primeira vez, um negro ou uma mulher, ocupar a sala oval.
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