terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bush em retrospectiva*

*publicado no suplemento cultural da OHsXXI (parte integrante do Jornal Correiro da Beira Serra, nº 73, de 03/02/2009)



Com o lema “yes we can” (sim nós podemos) Barack Obama tomou posse, no passado dia 20, como Presidente dos EUA.
Obama entra com um ciclo económico desfavorável e herda de George W. Bush um país com um défice orçamental de alguns biliões, um país com um fosso crescente entre pobres e ricos, um país onde “estalou” a grave crise financeira e do sub prime que alastrou ao mundo, um país desacreditado e bastante dividido quanto à questão do Iraque.
Ao contrário, oito anos antes, Bush entrou com um ciclo económico favorável e herdou de Bill Clinton um país com um super havit orçamental de alguns biliões, um país com boas e justas políticas sociais e um país respeitado e respeitável. Em oito anos como pôde tudo mudar?
Em regime simplificado, este poderia ser o ponto de partida.
W. é um filme de Oliver Stone, um prestigiado e controverso realizador de Hollywood que já produziu, antes, dois filmes sobre Presidentes dos Estados Unidos – JFK (um excelente filme e dos meus favoritos) e Nixon.
W. estreou em Outubro passado e retrata a vida de George W. Bush, interpretado por Josh Brolin. Não se trata de um filme de ataque serrado a Bush, mas onde ficamos a conhecer o seu lado menos conhecido. Como disse Stone, ficamos a saber “como é que Bush, um alcoólico irresponsável, se transformou no homem mais poderoso do mundo, mas também falar dos demónios da sua vida privada, dos confrontos com o pai e da sua conversão ao cristianismo, o que explica muita coisa sobre de onde ele vem”.
Começamos por ver um Bush jovem que entra para a universidade, mas que não a acaba, e com graves problemas de alcoolismo. Percebe-se desde logo que tem várias desavenças com o pai, ficando-se a saber que o preferido de “Bush pai” para vincar na política era o filho Jeb e que nunca pensou que o filho George W. chegasse a Presidente ou que fosse alguém na vida. Fica-se também a perceber a conversão de Bush e um certo fanatismo religioso (ele sente-se de uma certa maneira “iluminado” e pré-destinado a fazer o que tem que fazer) assim como se percebe o seu desejo de derrubar Sadam Hussein a qualquer pretexto, mal chegou à presidência.
Incontornável é a influência, ilustrada pelo filme, que o vice-presidente Dick Cheney (interpretado por Richard Dreyfuss) tem sobre Bush, assim como a influência do petróleo na decisão da invasão do Iraque, bem patente na cena em que numa reunião no gabinete de crise, Cheney mostra um mapa com os vário poços de petróleo existentes no Médio Oriente, e que controlando o Iraque, os EUA controlariam o petróleo mundial.
Como não podia deixar de ser vêem-se também as já celebres gaffes de Bush, como numa cena em que numa conferência de imprensa um jornalista lhe faz uma pergunta e Bush embaraçado diz-lhe que teria sido mais fácil se ele antes tivesse enviado a pergunta por escrito.W. não é um filme que agarra o espectador ao ecrã, mas que é interessante de ver e que ajuda a interpretar aquilo que o mundo é em 2009.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Yes they Can!



Barack Obama tomou hoje posse como o 44º Presidente dos EUA.

Espera-se muito desta presidência, os desafios são muitos, as dificuldades a ultrapassar também, espero que Obama traga mesmo um novo fôlego ao mundo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009!!!

Desejo a todos um feliz ano de 2009!!!
Que consigam alcançar tudo o que desejam e ambicionam, sei que não será fácil, analisando os dias que correm, mas há que manter a esperança, espírito positivo e acreditarmos em nós próprios.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Show Must Go On


Faz hoje 17 anos que morreu Freddie Mercury.
Possuidor de uma voz única, de um estilo irreverente, líder dos Queen, é ainda hoje recordado e admirado por muitos.
Marcou a música, deixou letras magnificas, foi um performer fantástico que revolucionou o modo de actuar (recordo por exemplo que os Queen, foram a primeira banda a actuar em estádios).
Numa entrevista, disse que gostava que a música dos Queen perdurasse no tempo, e felizmente perdura.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Inaceitável

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, afirmou ontem: "Não sei se não é bom haver 6 meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia."
Esta afirmação é inaceitável e inconcebível para a líder do maior partido da oposição. Como é que uma pseudo-democrata é capaz de fazer uma afirmação destas? E não foi tirada do contexto que eu próprio a ouvi na tv.
Depois ainda vem o PSD dizer que foi uma ironia...Quem a viu a proferir tais palavras, viu bem que ela tinha tudo menos uma cara e um tom irónico.
Como alguém disse, foi mesmo um dia infeliz para M.F.L.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ventos de Mudança


Com a campanha quase no fim, esperam-se ventos de mudança e pelos indicadores tudo indica que o próximo inquilino da Casa Branca será Barack Obama. Até John McCain parece resignado a isso pela sua cara eheh.


Mas acontece que também com Al Gore o cenário era idêntico e, infelizmente, o desfecho foi o que se viu.


Teremos que esperar pelo próximo dia 4 de Novembro para confirmar as previsões. Pela minha parte se pudesse votar, votava Barack Obama.

domingo, 5 de outubro de 2008

Viva a República


A República está hoje de parabéns. Apaga 98 velas!

Como republicano que me orgulho de ser, achei ser um bom dia para voltar a dar notícias, pelo que prometo não voltar a estar tanto tempo ausente do blogue, mas adaptando a frase de alguém: andei por aí! Eh!Eh!

Voltarei a dar notícias nos próximos dias ;-)