segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Show Must Go On


Faz hoje 17 anos que morreu Freddie Mercury.
Possuidor de uma voz única, de um estilo irreverente, líder dos Queen, é ainda hoje recordado e admirado por muitos.
Marcou a música, deixou letras magnificas, foi um performer fantástico que revolucionou o modo de actuar (recordo por exemplo que os Queen, foram a primeira banda a actuar em estádios).
Numa entrevista, disse que gostava que a música dos Queen perdurasse no tempo, e felizmente perdura.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Inaceitável

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, afirmou ontem: "Não sei se não é bom haver 6 meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia."
Esta afirmação é inaceitável e inconcebível para a líder do maior partido da oposição. Como é que uma pseudo-democrata é capaz de fazer uma afirmação destas? E não foi tirada do contexto que eu próprio a ouvi na tv.
Depois ainda vem o PSD dizer que foi uma ironia...Quem a viu a proferir tais palavras, viu bem que ela tinha tudo menos uma cara e um tom irónico.
Como alguém disse, foi mesmo um dia infeliz para M.F.L.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ventos de Mudança


Com a campanha quase no fim, esperam-se ventos de mudança e pelos indicadores tudo indica que o próximo inquilino da Casa Branca será Barack Obama. Até John McCain parece resignado a isso pela sua cara eheh.


Mas acontece que também com Al Gore o cenário era idêntico e, infelizmente, o desfecho foi o que se viu.


Teremos que esperar pelo próximo dia 4 de Novembro para confirmar as previsões. Pela minha parte se pudesse votar, votava Barack Obama.

domingo, 5 de outubro de 2008

Viva a República


A República está hoje de parabéns. Apaga 98 velas!

Como republicano que me orgulho de ser, achei ser um bom dia para voltar a dar notícias, pelo que prometo não voltar a estar tanto tempo ausente do blogue, mas adaptando a frase de alguém: andei por aí! Eh!Eh!

Voltarei a dar notícias nos próximos dias ;-)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril Sempre!!

Há 34 anos, a 25 de Abril de 1974, caíam 48 anos de fascismo em Portugal. O Estado Novo caía, sob uma revolução levada a cabo por um grupo de capitães que ficaram para a história como os capitães de Abril.

Foi a chegada da primavera, que pôs fim ao longo inverno do «orgulhosamente sós». Tive a felicidade de já nascer em liberdade, de não saber o que era a censura, o que era a repressão da PIDE, de poder pensar, ler e escrever em liberdade.

Muitos jovens hoje não dão muita importância ao 25 de Abril, estão desligados da política, não querem saber e infelizmente alguns dos que querem saber não o fazem para servir a causa mas para se servir da causa em proveito próprio.

Portugal está hoje sem dúvida melhor a todos os níveis, tem hoje uma democracia consolidada, é membro de pleno direito da União Europeia para a qual entrámos, oficialmente, em 1986 pela mão de Mário Soares.

Há coisas a melhorar? Claro que há, haverá sempre coisas para fazer e para continuar a construir e aperfeiçoar.

Aos Capitães de Abril, a todos os resistentes ao fascismo, a todos os que lutaram pela liberdade, àqueles que sonharam por um país livre e pagaram com a vida por esse sonho a minha mais sentida homenagem e o meu muito obrigado!

Viva o 25 de Abril! Viva a Liberdade! Viva a República! Viva Portugal!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Saudade

António Mendonça
18/04/1932 - 01/04/2007
Há um ano atrás fiquei mais pobre. Perdi a presença física de um amigo, de uma referência, com quem convivi toda a minha vida.

Digo, perdi a presença física, pois o Sr. António, apesar de não estar presente, permanecerá sempre vivo na minha memória. Ficam as saudades das conversas, de algumas viagens, dos conselhos, em suma da sua sincera amizade.

Era um Homem respeitado e respeitável, amigo do seu amigo, fraterno, solidário, sempre interessado pelo mundo, sempre com eterno espírito jovem.

Infelizmente, há um ano atrás o corpo não correspondeu ao espírito jovem e cedeu. Custou a despedida, ainda hoje custa ao escrever estas palavras. Não houve tempo para dizer adeus, para dar um último abraço. Lembro-me que no domingo à tarde à beira da sua cama no hospital, lhe disse até amanhã e que continuava a contar com a presença dele em Maio na bênção das pastas. Embora estando em coma, tinha esperança que conseguisse ouvir…

Quem sabe um dia nos voltemos a encontrar no “Oriente Eterno”, como dizem os maçons.

Em 1997, quando tinha a mania que era poeta, dediquei-lhe um poema que lhe ofereci. Agradeceu-me as palavras, mas disse que não as merecia. Para quem realmente o conheceu e conviveu com ele sabe que as merecia, que merecia muitas mais e melhores.
Aqui deixo o poema numa singela homenagem:

Sr. António Mendonça

Pessoa respeitada,
Honesta e sincera.

Pessoa de grande experiência
Que viveu e ganhou a vida.
A vida que fez dele uma pessoa culta.

Cultura que ganhou na leitura,
Na convivência social e na amizade.

Amizade que conquistou e conquista pessoas,
Que junto dele ganham experiência.

Os conselhos que dá ajudam as pessoas.
Ouço-os com atenção
Pois são palavras sábias que eu sigo atentamente.

Não é humanista, mas podia ser.
Não é intelectual, mas podia ser.
Não é político, mas podia ser.

É uma pessoa amiga
Que eu respeito e admiro.

Resta-me dizer: Até sempre!


domingo, 23 de março de 2008

Filme "Bobby"



Andava há tempos para ver o filme e vi-o a semana passada.

É um filme que retrata e em que podemos observar um dos dias que marcou a história dos EUA. O dia em que foi assassinado Robert Kennedy, o último baluarte da esperança de uma nação.

Como dizia uma das personagens, um apoiante negro da comitiva da campanha, «morto Martin Luter King, Bob Kennedy é o último.»

Vivia-se uma época conturbada. Eram os tempos das lutas pelos direitos civis, da guerra do Vietname, do movimento hippie.

JFK, em 1961, trouxe esperança, uma nova forma de ver e fazer as coisas, a "nova Camelot" como lhe chamou. Tudo acabou em 1963 quando foi brutalmente assassinado.

Bob Kennedy tentou dar seguimento ao sonho do irmão, mas acabou também ele por ser assassinado.

Quem os mandou matar? Foi uma conspiração? Perguntas que ainda hoje permanecem no ar. Mas uma coisa é certa, o mundo hoje poderia ser diferente, os acontecimentos poderiam ter tido outro rumo, os EUA poderiam realmente ser uma terra sem opressão racial, de igualdade.

Confesso que fiquei admirado quando há dias o candidato democrata às presidenciais, Barack Obama, ganhou as primárias no Mississipi, um Estado do sul, tradicionalmente segregacionista, terra do KKK (cenário bem retratado no excelente filme "Mississipi em Chamas").

Poderá ser um sinal de mudança e maior será se pela primeira vez, um negro ou uma mulher, ocupar a sala oval.