terça-feira, 17 de março de 2009
Ainda bem!!
A Igreja e os preservativos
quarta-feira, 11 de março de 2009
Já foi há um ano!
Monumento às vítimas do 11-M frente à estação de Atocha
Passam hoje também cinco anos desde o atentado de 11 de Março, em Espanha, perpretado pela Al-Qaeda. Cobardemente alimentam o terrorismo em nome de um fanatismo islâmico, que como todas as formas de fanatismo são abomináveis. Às vítimas e ao nosso povo vizinho a minha solidariedade.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O concelho precisa de um parque desportivo moderno*
Ao observar este estudo deparei-me a reflectir no complexo desportivo de Oliveira do Hospital. É um complexo que penso estar já algo obsoleto, apesar da mini remodelação realizada pela autarquia, que finalmente retirou a cobertura em amianto e, segundo li no boletim municipal, melhorou as condições acústicas.
Temos no nosso concelho um forte associativismo desportivo que é de louvar e elogiar e que tem uma importante componente de formação nos nossos jovens.
Penso, por isso, estar na altura de se pensar num parque desportivo que sirva todo o concelho e por isso aqui deixo este desafio em jeito de proposta.
Bem sei que os tempos não são de “vacas gordas” e não defendo nenhuma obra faraónica que hipoteque o futuro do concelho, mas pode se bem projectar um parque desportivo que seja feito por módulos o que seria bem menos oneroso.
Teria que haver capacidade de diálogo da parte da autarquia junto do governo para conseguir apoios estatais para o projecto. Sei que o actual Presidente da Câmara disse recentemente que “gosta de ir a Lisboa, mas ir fazer despesa e vir de mãos a abanar não”, mas como espero que este esteja de saída, tenho a certeza que o próximo Presidente terá uma maior capacidade de diálogo e que não deixará de ir bater às portas do Poder Central e de outras instâncias para conseguir e negociar apoios para Oliveira do Hospital.
Temos várias modalidades pelo concelho, futebol, hóquei, basquetebol, natação, atletismo…e temos que criar condições para os nossos jovens serem bem sucedidos nas suas modalidades e podermos receber com dignidade os adversários. Ouvi por exemplo num jogo de futsal que fui ver há uns tempos que não há, por exemplo, um sítio onde se possa fazer o aquecimento em condições. Tal não é admissível nos dias de hoje.
Tem pois que haver uma política estruturante por parte da Câmara Municipal para com a prática desportiva no concelho. Apoiar as associações, mas não proceder-se à atribuição de subsídios selectivos, como tem sido feito. Não podem, nem devem haver descriminações.
Os nossos jovens desportistas merecem ser apoiados e incentivados, merecem ter as condições essenciais para poderem praticar a sua modalidade. O desporto é fundamental para a saúde e faz parte da formação de uma pessoa e especialmente dos jovens de hoje.
É por isso que vim defender um parque desportivo moderno, eficaz e que sirva todo o concelho.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Bush em retrospectiva*
Com o lema “yes we can” (sim nós podemos) Barack Obama tomou posse, no passado dia 20, como Presidente dos EUA.
Obama entra com um ciclo económico desfavorável e herda de George W. Bush um país com um défice orçamental de alguns biliões, um país com um fosso crescente entre pobres e ricos, um país onde “estalou” a grave crise financeira e do sub prime que alastrou ao mundo, um país desacreditado e bastante dividido quanto à questão do Iraque.
Ao contrário, oito anos antes, Bush entrou com um ciclo económico favorável e herdou de Bill Clinton um país com um super havit orçamental de alguns biliões, um país com boas e justas políticas sociais e um país respeitado e respeitável. Em oito anos como pôde tudo mudar?
Em regime simplificado, este poderia ser o ponto de partida.
W. é um filme de Oliver Stone, um prestigiado e controverso realizador de Hollywood que já produziu, antes, dois filmes sobre Presidentes dos Estados Unidos – JFK (um excelente filme e dos meus favoritos) e Nixon.
W. estreou em Outubro passado e retrata a vida de George W. Bush, interpretado por Josh Brolin. Não se trata de um filme de ataque serrado a Bush, mas onde ficamos a conhecer o seu lado menos conhecido. Como disse Stone, ficamos a saber “como é que Bush, um alcoólico irresponsável, se transformou no homem mais poderoso do mundo, mas também falar dos demónios da sua vida privada, dos confrontos com o pai e da sua conversão ao cristianismo, o que explica muita coisa sobre de onde ele vem”.
Começamos por ver um Bush jovem que entra para a universidade, mas que não a acaba, e com graves problemas de alcoolismo. Percebe-se desde logo que tem várias desavenças com o pai, ficando-se a saber que o preferido de “Bush pai” para vincar na política era o filho Jeb e que nunca pensou que o filho George W. chegasse a Presidente ou que fosse alguém na vida. Fica-se também a perceber a conversão de Bush e um certo fanatismo religioso (ele sente-se de uma certa maneira “iluminado” e pré-destinado a fazer o que tem que fazer) assim como se percebe o seu desejo de derrubar Sadam Hussein a qualquer pretexto, mal chegou à presidência.
Incontornável é a influência, ilustrada pelo filme, que o vice-presidente Dick Cheney (interpretado por Richard Dreyfuss) tem sobre Bush, assim como a influência do petróleo na decisão da invasão do Iraque, bem patente na cena em que numa reunião no gabinete de crise, Cheney mostra um mapa com os vário poços de petróleo existentes no Médio Oriente, e que controlando o Iraque, os EUA controlariam o petróleo mundial.
Como não podia deixar de ser vêem-se também as já celebres gaffes de Bush, como numa cena em que numa conferência de imprensa um jornalista lhe faz uma pergunta e Bush embaraçado diz-lhe que teria sido mais fácil se ele antes tivesse enviado a pergunta por escrito.W. não é um filme que agarra o espectador ao ecrã, mas que é interessante de ver e que ajuda a interpretar aquilo que o mundo é em 2009.
