terça-feira, 17 de março de 2009

Ainda bem!!

Manuela Ferreira Leite, queixou-se ontem num jantar com militantes do PSD, na Covilhã, que "quase ninguém nos ouve". Pela imagens que vi e pela cara de sonolência dum colega meu que lá estava acho que nem as pessoas da sala estavam muito entusiasmadas com as suas palavras.
Que moral tem Manuela Ferreira Leite para querer ser ouvida pelo Governo ou pelos portugueses, quando foi uma das principais figuras do Governo Barroso-Portas? Que moral tem ela quando não teve coragem de encetar as reformas que eram necessárias? Quando nos deixaram um défice de 6,8%?...

A Igreja e os preservativos

O Papa Bento XVI a caminho duma viagem ao continente africano afirmou que "a sida não pode ser resolvida com a distribuição de preservativos, que inclusive agrava os problemas".
Eu concordo que não resolve o problema da epidemia, mas que ajuda e previne isso ninguém duvida, só a Igreja continua ano após ano contra o uso de preservativo. E a caminho dum continente onde a sida afecta milhões de pessoas o Papa continua contra o uso de preservativo.
Eu compreendo que a Igreja só defende as relações sexuais depois do casamento e para procriação, mas visto essa ser uma batalha perdida, era mais que altura de defenderem o uso de preservativo, o que ajudaria a que muitas pessoas deixassem de ser infectadas.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Já foi há um ano!

O tempo voa e já foi há um ano que iniciei este blog.
Muitas coisas se passaram durante este ano: a subida em escalada do preço do barril do petróleo durante o primeiro semestre do ano passado e mais ao menos a partir do segundo semestre uma das piores crises económicas e financeiras que atravessa o mundo e que ainda hoje não conseguimos superar, ao escândalo "Madoff". Há quem diga que foi a morte do capitalismo selvagem e do liberalismo económico "puro e duro".
Espero sinceramente que se tenha aprendido a lição. Nos EUA foi eleito pela primeira vez um Presidente "negro" e finalmente acabou o mandato daquele que foi dos piores Presidentes, George W. Bush.
Por Portugal a crise também nos atingiu. Assistimos à maior burla financeira protagonizada pelo BPN e pelo seu ex-presidente Oliveira e Costa, assistimos à novela do BPP, prova do que a ganância e a especulação financeira podem fazer. O curioso é que os clientes quando fizeram os investimentos de alto risco mas altamente rentáveis, nunca se preocuparam em saber donde vinham tão altos juros, mas quando a coisa começou a dar para o torto é que se viram apertados. Acho muito bem que o Governo só garanta o reembolso dos depósitos, quanto aos investimentos o risco foi por conta de cada um.
Enfim foi uma visão muito superficial deste ano que passou.
Quanto a notícias pessoais cá continuo entre Oliveira do Hospital e a Cova da Beira, não esmorecendo perante a adversidade embora às vezes a tentação seja grande, mas como diz o velho ditado "enquanto há vida, há esperança" e nem o Sporting ajuda...
Quero agradecer a todos quantos passaram por aqui durante este ano e que continuem por aqui a passar ;-)


Monumento às vítimas do 11-M frente à estação de Atocha

Passam hoje também cinco anos desde o atentado de 11 de Março, em Espanha, perpretado pela Al-Qaeda. Cobardemente alimentam o terrorismo em nome de um fanatismo islâmico, que como todas as formas de fanatismo são abomináveis. Às vítimas e ao nosso povo vizinho a minha solidariedade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O concelho precisa de um parque desportivo moderno*

*Artigo publicado na edição nº 74 do jornal Correio da Beira Serra, de 17/02/2009

Num estudo, realizado no verão passado, sobre complexos desportivos, que vi na imprensa, mostrava-se o descontentamento dos jovens quanto aos complexos desportivos existentes em Portugal.
Ao observar este estudo deparei-me a reflectir no complexo desportivo de Oliveira do Hospital. É um complexo que penso estar já algo obsoleto, apesar da mini remodelação realizada pela autarquia, que finalmente retirou a cobertura em amianto e, segundo li no boletim municipal, melhorou as condições acústicas.
Temos no nosso concelho um forte associativismo desportivo que é de louvar e elogiar e que tem uma importante componente de formação nos nossos jovens.
Penso, por isso, estar na altura de se pensar num parque desportivo que sirva todo o concelho e por isso aqui deixo este desafio em jeito de proposta.
Bem sei que os tempos não são de “vacas gordas” e não defendo nenhuma obra faraónica que hipoteque o futuro do concelho, mas pode se bem projectar um parque desportivo que seja feito por módulos o que seria bem menos oneroso.
Teria que haver capacidade de diálogo da parte da autarquia junto do governo para conseguir apoios estatais para o projecto. Sei que o actual Presidente da Câmara disse recentemente que “gosta de ir a Lisboa, mas ir fazer despesa e vir de mãos a abanar não”, mas como espero que este esteja de saída, tenho a certeza que o próximo Presidente terá uma maior capacidade de diálogo e que não deixará de ir bater às portas do Poder Central e de outras instâncias para conseguir e negociar apoios para Oliveira do Hospital.
Temos várias modalidades pelo concelho, futebol, hóquei, basquetebol, natação, atletismo…e temos que criar condições para os nossos jovens serem bem sucedidos nas suas modalidades e podermos receber com dignidade os adversários. Ouvi por exemplo num jogo de futsal que fui ver há uns tempos que não há, por exemplo, um sítio onde se possa fazer o aquecimento em condições. Tal não é admissível nos dias de hoje.
Tem pois que haver uma política estruturante por parte da Câmara Municipal para com a prática desportiva no concelho. Apoiar as associações, mas não proceder-se à atribuição de subsídios selectivos, como tem sido feito. Não podem, nem devem haver descriminações.
Os nossos jovens desportistas merecem ser apoiados e incentivados, merecem ter as condições essenciais para poderem praticar a sua modalidade. O desporto é fundamental para a saúde e faz parte da formação de uma pessoa e especialmente dos jovens de hoje.
É por isso que vim defender um parque desportivo moderno, eficaz e que sirva todo o concelho.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bush em retrospectiva*

*publicado no suplemento cultural da OHsXXI (parte integrante do Jornal Correiro da Beira Serra, nº 73, de 03/02/2009)



Com o lema “yes we can” (sim nós podemos) Barack Obama tomou posse, no passado dia 20, como Presidente dos EUA.
Obama entra com um ciclo económico desfavorável e herda de George W. Bush um país com um défice orçamental de alguns biliões, um país com um fosso crescente entre pobres e ricos, um país onde “estalou” a grave crise financeira e do sub prime que alastrou ao mundo, um país desacreditado e bastante dividido quanto à questão do Iraque.
Ao contrário, oito anos antes, Bush entrou com um ciclo económico favorável e herdou de Bill Clinton um país com um super havit orçamental de alguns biliões, um país com boas e justas políticas sociais e um país respeitado e respeitável. Em oito anos como pôde tudo mudar?
Em regime simplificado, este poderia ser o ponto de partida.
W. é um filme de Oliver Stone, um prestigiado e controverso realizador de Hollywood que já produziu, antes, dois filmes sobre Presidentes dos Estados Unidos – JFK (um excelente filme e dos meus favoritos) e Nixon.
W. estreou em Outubro passado e retrata a vida de George W. Bush, interpretado por Josh Brolin. Não se trata de um filme de ataque serrado a Bush, mas onde ficamos a conhecer o seu lado menos conhecido. Como disse Stone, ficamos a saber “como é que Bush, um alcoólico irresponsável, se transformou no homem mais poderoso do mundo, mas também falar dos demónios da sua vida privada, dos confrontos com o pai e da sua conversão ao cristianismo, o que explica muita coisa sobre de onde ele vem”.
Começamos por ver um Bush jovem que entra para a universidade, mas que não a acaba, e com graves problemas de alcoolismo. Percebe-se desde logo que tem várias desavenças com o pai, ficando-se a saber que o preferido de “Bush pai” para vincar na política era o filho Jeb e que nunca pensou que o filho George W. chegasse a Presidente ou que fosse alguém na vida. Fica-se também a perceber a conversão de Bush e um certo fanatismo religioso (ele sente-se de uma certa maneira “iluminado” e pré-destinado a fazer o que tem que fazer) assim como se percebe o seu desejo de derrubar Sadam Hussein a qualquer pretexto, mal chegou à presidência.
Incontornável é a influência, ilustrada pelo filme, que o vice-presidente Dick Cheney (interpretado por Richard Dreyfuss) tem sobre Bush, assim como a influência do petróleo na decisão da invasão do Iraque, bem patente na cena em que numa reunião no gabinete de crise, Cheney mostra um mapa com os vário poços de petróleo existentes no Médio Oriente, e que controlando o Iraque, os EUA controlariam o petróleo mundial.
Como não podia deixar de ser vêem-se também as já celebres gaffes de Bush, como numa cena em que numa conferência de imprensa um jornalista lhe faz uma pergunta e Bush embaraçado diz-lhe que teria sido mais fácil se ele antes tivesse enviado a pergunta por escrito.W. não é um filme que agarra o espectador ao ecrã, mas que é interessante de ver e que ajuda a interpretar aquilo que o mundo é em 2009.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Yes they Can!



Barack Obama tomou hoje posse como o 44º Presidente dos EUA.

Espera-se muito desta presidência, os desafios são muitos, as dificuldades a ultrapassar também, espero que Obama traga mesmo um novo fôlego ao mundo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009!!!

Desejo a todos um feliz ano de 2009!!!
Que consigam alcançar tudo o que desejam e ambicionam, sei que não será fácil, analisando os dias que correm, mas há que manter a esperança, espírito positivo e acreditarmos em nós próprios.